Bem-vinda eu mesma

Não é como se eu fosse um peixe da água, peixes fora da água não sobrevivem, e eu tenho sobrevivido até que bem. Estou mais para uma panela que era inteira e perdeu sua tampa no meio do caminho. Agora todos os meus pensamentos ficam soltos, voando em uma imensidão de dúvidas.

Tenho duas personalidades, a que todos conhecem e a outra que escolhi guardar só para mim. Assim dói menos, o que os outros querem ver está lá e pronto. Sempre convivi bem com as duas, mas como dizem, a verdade tem que aparecer. A “eu” guardada resolveu dar as caras. Eu sempre gostei dela, mas a maioria das pessoas não. Ela tem ideias próprias e faz o que tem que ser feito. Sua boca é um túmulo, só não guarda pensamentos, esses ela expõe para qualquer um. Tudo tem que estar do jeito dela, se não nada funciona e por isso ela se torna insuportável. Mas por outro lado, se precisar de qualquer ajuda, ela será a primeira a se oferecer. Onde ela estiver, é como se fosse parte do lugar e ao mesmo tempo nunca achou um lugar o qual realmente pertencesse.

De alguma forma, as pessoas se sentem um pouco intimidadas com ela, por isso se afastam, e ela acaba sem ter com quem dividir suas emoções. Seja como for, vou arriscar e deixa-la fazer algumas mudanças em minha vida, quem sabe alguém não acabe gostando mais dela do que da outra.

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