A última carta

Querido B.,

Fiquei dias e noites imaginando tudo o que aconteceu nesses últimos sete meses. Foi incrível o tanto de coisas ruins que levaram ao amadurecimento e também as boas que me fizeram sentir uma profunda saudade de você. Eu achava que poderíamos superar isso sozinhos, mas não podemos. Queria que você estivesse aqui, mas nada do que eu quero agora pode realmente acontecer.

Fiquei me perguntando porquê você fez tudo o que fez sabendo que iria estragar tudo,  fazendo todo mundo se machucar muito. Questionei até Deus por ter deixado acontecer e foi ai que eu percebi que era preciso. Era preciso que você largasse sua antiga vida em que não tinha medo de nada, achava que as pessoas eram sempre boas e sua inocência pela justiça, fez com que você fosse pego. Chorei muito. Falo por mim, pois sei que se falasse por todos, não caberia aqui.

Escrevo essa última carta, pois eu sei que tudo o que aconteceu em sete meses fez você perceber que as pessoas lá fora não são nada do aparentam; que os amigos são aqueles que te apoiarão nas horas mais impossíveis e te perdoarão não importando o tamanho da mancada; e o mais importante, que família é aquela composta pelos melhores amigos mas com uma diferença: ela não se cansa de você. Eu te amo e tenho orgulho de ter você comigo. Sinto muito sua falta.

Dedicado a B. Benetti Neto.

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