Memórias

Definitivamente, terminou. Durante o colegial inteiro a gente sempre espera pelo terceiro e pela formatura, faz planos para faculdade e viagens que poderíamos fazer durante esses três anos de ensino médio. Pois é, chegou o fim. É muito triste saber que todas as lembranças serão apenas lembranças e que as pessoas as quais participaram dessas lembranças, talvez nunca mais as vejamos.

Foi um ano turbulento, para falar a verdade. Muitos dos planos que fiz, não deram certo e o que aprendi foi que não adianta traçarmos um futuro para nós e seguir da nossa maneira, pois a vida é quem mostra para onde vamos e que tem Alguém por trás de tudo isso cuidando de nós para não nos perdermos no meio do caminho. Durante todo esse tempo, fiquei remoendo as palavras à procura da maneira perfeita para descrever tudo o que passamos durante esses três anos, principalmente esse ano, mas elas foram insuficientes. Agora sei que crescemos e o nosso modo de agir afeta muito mais quem está ligado a nós do que antes, quando éramos apenas adolescentes.

Foi uma dor terrível ter que despedir de tudo isso, mas desejo que isso aconteça com todo mundo porque é a maneira mais simbólica e honrada de se valorizar as lembranças e as amizades feitas na adolescência. Não posso ser totalmente independente, ter maioridade ou qualquer responsabilidade, mas posso afirmar que terminei uma etapa da minha vida com grande estilo: uma linda festa com as pessoas as quais sempre me lembrarei e sei que daqui a uns vinte anos, olharei para trás e chorarei de saudade de tudo o que passamos juntos.

Se eu continuasse, não caberia em centenas de caracteres o que significam para mim. “Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de vocês.”

Dedico esse texto aos meus queridos amigos do 3º colegial, 9ª turma do colégio Objetivo.

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Sem música, com amor

Estava com o violão no colo à procura da música perfeita para começar a tocar. Foi então que percebi que não há nenhuma música que descreveria esse momento. Procurei e procurei diversas vezes e, quando a gente procura desesperadamente por algo, encontra. E apareceu. Mas não foi uma música, foi uma certeza.

Esse ano está bem misterioso e cheio de coisas estranhas acontecendo ao mesmo tempo. Terei lembranças boas e ruins dele. Parece até que estou fazendo um desabafo de 31 de dezembro. Pois é, para mim, passaram-se mais de três anos em um. Crescer é uma droga! Já cansei de repetir isso, mas essa certeza foi que me mostrou a realidade. Vou me lembrar disso pro resto da vida. É uma droga porque as pessoas não se importam mais com o que você pensa, gosta, sente e etc, embora você anseie que isso ocorra. Estou ansiosa e com medo do que poderá acontecer nesses últimos três meses e meio de 2011. Dói saber que terá pessoas que nunca mais verei de novo, as lembranças de todos os dias da semana convivendo com elas. A lágrima já quer descer do meu olho direito e engolir o choro não me fará esconder a saudade reprimida.

Como eu não encontrei a música, não fiz. Sou uma péssima compositora, apesar de respirar as melodias por ai. E não sou o tipo de garota adolescente romântica e apaixonada, embora eu seja louca por aqueles que eu amo. Tenho uma esperança de que isso não mude nunca só que essa ansiedade que transborda dentro de mim para saber sobre o futuro, me mata muito. É uma luta constante: eu e eu mesma. E de nada adianta ficar assim, pois, afinal, o futuro só a Deus pertence.